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Notícia

13/12/2017

Grupo inicia jejum contra a Reforma da Previdência no RS

Dirigente da FTIA/RS integra movimento em apoio à greve de fome no DF



Como parte da luta contra a Reforma da Previdência, trabalhadores urbanos e rurais gaúchos iniciaram jejum nesta quarta-feira. O grupo é composto por 11 pessoas, incluindo três mulheres, uma delas a dirigente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIA/RS), Fatima Soares. Os demais são representantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude, comunidade da Vicelia e o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo. 

A dirigente da FTIA/RS ressaltou que a ação é uma tentativa de chamar a atenção para os enormes prejuízos caso a reforma seja aprovada. "É uma medida extrema mas necessária neste momento em prol de uma causa maior: a defesa da classe trabalhadora. Integro-me ao grupo para representar toda a categoria da alimentação", afirmou.

Os manifestantes permanecerão na esplanada da Assembleia Legislativa (ALRS), inicialmente pelo período de 48 horas, sob acompanhamento médico. A iniciativa ocorre em apoio ao movimento que já ocorre em Brasília, onde seis camponeses ligados ao MPA completam nove dias de greve de fome na Câmara Federal. Além do RS, outros estados seguiram o exemplo da capital federal, como Santa Catarina, Sergipe e Piauí.

O jejum em solo gaúcho teve início nesta manhã, quando houve uma coletiva de imprensa para divulgar as informações sobre a ação. Estiveram presentes representantes de diversas entidades e movimento sociais, líderes religiosos, deputados estaduais e vereadores do PT, e o ministro do Trabalho e da Previdência Social nos governos petistas, Miguel Rossetto. Os deputados Nelsinho Metalúrgico, Tarcísio Zimmermann, Jeferson Fernandes, Altemir Tortelli, Adão Villaverde e Stela Farias se comprometeram a integrar o jejum.

Em seus discursos, os presentes reiteram a necessidade de manter a luta contra os ataques do governo golpista. A representante do MPA no RS, Rosieli Cristine Ludtke, destacou que alcançar a aposentadoria será muito difícil para os trabalhadores rurais caso a Reforma da Previdência se concretize, em função das novas regras. Assim, considera a greve de fome uma forma justa de lutar. “Cumprimos um papel estratégico, que é colocar alimento na mesa dos trabalhadores e, por isso, não vamos nos alimentar por uns dias para não passar fome no futuro”, frisou.

O presidente da ALRS, Edegar Pretto, prestou apoio do parlamento aos manifestantes e destacou as audiências promovidas no Interior a fim de solicitar apoio dos vereadores na tarefa de buscar que os deputados federais de seus partidos se posicionem contra a reforma: “A Reforma da Previdência é covarde, pois cobra dos pequenos, dos mais fracos, enquanto privilegia os grandes”.

Também fizeram suas falas o presidente da CUT-RS; o bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre, Dom Adilson Pedro Busin; o bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Dom Humberto Maiztegui; e o deputado estadual Altemir Tortelli.

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